Letra: Manuel Cruz
Lá voltaste a puxar para ti o lençol
Como que a privar meus sonhos do último raio de sol
Amigos são sobras do tempo
Que enrolam seu tempo á espera de ver
O que não existe acontecer
Mas teimas em riscar o fim do meu chão
Nunca medes a distância
Dos passos á razão
Meus votos são claros na forma
Desejo-te o mesmo que guardo p'ra mim
E o que não existe não tem fim
É só dizer e volto a mergulhar
Voltar a ler não é morrer é procurar
Não vai doer mais do que andar assim a fugir
Deixa-te entrar para tentar ou destruir
Mas quem te ouviu falar
Pensou tudo vai bem
Só que alguém vestiu a pele
Que nunca serve a ninguém
E a dúvida está do meu lado
Mas eu não consigo olhá-la e achar
Ser esse o lado em que ela deve estar
Erguemos um grande castelo
Mas não nos lembramos bem para quê
E é essa a verdade que se vê
É só dizer e volto a mergulhar
Voltar a ler não é morrer é procurar
Não vai doer mais do que andar assim a fugir
Deixa-te entrar para tentar ou destruir
Mas sem fingir
Sem fingir
Sem desistir
Sem dúvida, uma das melhores "dádivas" do Manel Cruz para os Clã. E isso fez dessa música, uma das melhores do "Lustro".
Em relação à letra... Diz-me muito. E a ti?
Como te conheço, arrisco a dizer que não entendo pq puseste esta letra no teu blog. De qq forma, gostei de recorda-la. E utilizo-a para a dedicar a TI.. É só dizer, e volto a mergulhaaaar...
Letra bastante profunda esta...
Afixado por: Vanessa em novembro 30, 2003 06:08 PMGrande letra. As letras do Manel espelham sentimentos em que a sua/nossa geração se identifica. São um lugar comum.
É preciso dar mais oportunidades à verdadeira música portuguesa. Estamos fartos de embalagens pré-concebidas e inócuas. É bom saber que há coisas de qualidade a serem feitas no nosso país, por pessoas com valor. Um bom exemplo são os extintos Ornatos Violeta e, de uma outra geração, o Fausto ou Jorge Palma.
Parabéns Antena3!!!