Ei-lo que avança
de costas resguardadas pela minha esperança
Não sei quem é. Leva consigo
além de sob o braço o jornal
a sedução de ser seja quem for
aquele que não sou
E vai não sei onde
visitar não sei quem
Sinto saudades de alguém
lido ou sonhado por mim
em sítios onde não estive
Há uma parte de mim que me abandona
e me edifica nesse vulto que
cheio de ser visto por mim
é o maior acontecimento
da tarde de domingo
Ei-lo que avança e desaparece
E estou de novo comigo
sobre o asfalto onde quero estar
Ruy Belo
Publicado por David em dezembro 14, 2003 01:24 PMMuito bonito este poema...
Afixado por: Ana em dezembro 15, 2003 10:44 AMGostei... 1 abraço
Afixado por: Ri.Ma. em dezembro 16, 2003 11:52 PM