março 20, 2004

Coimbra em Blues

1.º dia do festival
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CEPHAS & WIGGINS / 18-03-04 / Quinta-feira / TAGV-Coimbra


Quem lá esteve percebe porque dou nota 5 ao concerto do Cephas & Wiggins. Ter ouvido a guitarra/voz de John Cephas e a harmónica tocada majestosamente por Phil Wiggins, foi algo simplesmente contagiante, maravilhoso e enriquecedor.

Ao ouvir este duo, a sensação que tive foi a de estar sentado à beira do rio Mississipi (ou melhor, à beira do rio Mondego!), no entardecer de um dia cansativo, a ouvir dois velhos bluesman a tocar as tristezas e amarguras da vida. Subitamente um deles transforma-se e da sua harmónica nascem sons divinos e arrebatadores enquanto o outro canta e dedilha a guitarra como se todo o mundo estivesse ali mesmo...

Foi mais ou menos isto que senti ao ouvir o duo Cephas & Wiggins. Não mais esquecerei aqueles solos virtuosos e empolgantes da harmónica de John Cephas e de certeza que Coimbra também não esquecerá. Que o digam as centenas de pessoas que encheram o Gil Vicente (casa cheia) e que, de pé, aplaudiram por duas vezes e entusiasticamente John Cephas e Phil Wiggins.

2.º dia do festival
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ROSCOE CHENIER BLUESBAND/ 19-03-04 / Sexta-feira / TAGV-Coimbra

Não foi mau, mas também não foi sublime. Em algumas músicas notou-se a criativade dos guitarristas, mas como banda não chegaram a surpreender.

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Carey Bell/ 19-03-04 / Sexta-feira / TAGV-Coimbra

Segunda banda a actuar. Depois de aquecida a noite, foi a vez do lendário harmónica Carey Bell tentar maravilhar a plateia, ansiosa por outra noite sublime. No princípio ainda se sentiram rasgos de genialidade, sobretudo pelas descargas eléctricas dos solos do guitarrista e a sonoridade quente da harmónica de Bell. O baixista e o baterista portaram-se igualmente bem. Mas, infelizmente, não passaram daqui e sem quaisquer rasgos de criatividade, acabaram por repisar a mesma fórmula até ao final. Juntando a isto alguns problemas técnicos do excelente guitarrista, a noite tornou-se morna. O público, certamente ainda em êxtase com a noite de quinta, sentiu o mesmo que eu senti e, no final, uns breves aplausos e até qualquer dia que a noite já vai longa!...

3.º dia do festival
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REVEREND VINCE ANDERSON * * * * *

Decorem este nome! Que concerto soberbo e jubiloso! Juntamente com a 1.ª noite, mais propriamente com Cephas & Wiggings, foram os momentos mais altos deste festival de Blues. Com voz à Tom Waits, e a ajuda de fogo divino, este senhor ofereceu-nos um concerto delirante. Bastou o piano e uma atitude mais que original e criativa, para nos causar vários e constantes arrepios. Pregou o evangelho à sua maneira e deu-nos verdadeiras lições de fé. Tudo através do Gospel, Blues, Rock, etc.

O último concerto foi um sacrifício - que o digam as dezenas de pessoas que abandonaram a sala. Eu quase que o fiz! Quem convidou o LITTLE AXE para encerrar o festival enganou-se redondamente. Que sonoridade horrível e que músicos fracos (o baterista safou-se). Já para não falar do som, que foi péssimo... (foi, de facto, o concerto mais fraco do festival e por isso só merece *)

Publicado por David em março 20, 2004 04:04 PM
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