Letra: Manuel Cruz
Lá voltaste a puxar para ti o lençol
Como que a privar meus sonhos do último raio de sol
Amigos são sobras do tempo
Que enrolam seu tempo á espera de ver
O que não existe acontecer
Mas teimas em riscar o fim do meu chão
Nunca medes a distância
Dos passos á razão
Meus votos são claros na forma
Desejo-te o mesmo que guardo p'ra mim
E o que não existe não tem fim
É só dizer e volto a mergulhar
Voltar a ler não é morrer é procurar
Não vai doer mais do que andar assim a fugir
Deixa-te entrar para tentar ou destruir
Mas quem te ouviu falar
Pensou tudo vai bem
Só que alguém vestiu a pele
Que nunca serve a ninguém
E a dúvida está do meu lado
Mas eu não consigo olhá-la e achar
Ser esse o lado em que ela deve estar
Erguemos um grande castelo
Mas não nos lembramos bem para quê
E é essa a verdade que se vê
É só dizer e volto a mergulhar
Voltar a ler não é morrer é procurar
Não vai doer mais do que andar assim a fugir
Deixa-te entrar para tentar ou destruir
Mas sem fingir
Sem fingir
Sem desistir
Um álbum que já conheci há um tempo atrás... e que se tornou num daqueles discos especiais... que nunca mais largamos... Uma Obra-Prima com letras e canções delirantes, arrebatadoras...
Secos & Molhados - gravado em 1973
"Quem tem consciência para ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra-mole que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera"
Caso não saibam, o edifício do Conservatório Nacional de Coimbra está a cair aos bocados - literalmente! Há anos que se luta por um edifício novo mas nunca houve apoios das entidades responsáveis. Este ano o conservatório teve de cair no ridículo de ter de pedir a uma escola do ensino básico e secundário, que fosse cedido algumas instalações provisórias, para aulas. Esta escola fica fora de Coimbra, num lado completamente oposto ao actual sítio do Conservatório.
Num ano constrói-se facilmente um estádio novo. Tenho um professor que se deu ao trabalho de fazer contas: chegou à seguinte conclusão: o dinheiro gasto no estádio daria para construir 79 conservatórios!
Não me canso de ouvir esta canção...
Apocalyse Please - MUSE
Declare this an emergency
Come on and spread a sense of urgency
And pull us through
And pull us through
This is the end
This is the end
Of the world
It´s time we saw a miracle
Come on, it´s time for something Biblical
To pull us through
And pull us through
And this is the end
This is the end
Of the world
Proclaim enternal victory
Come on and change the course of history
And pull us through
And pull us through
This is the end
This is the end
Of the world
A hipotenusa dedica um post aos Ornatos Violeta. Também já o pensei fazer. Mas custa-me falar dos Ornatos: porque foram uma banda muito importante em certas fases minha vida, tanto musicalmente como liricamente. Quando penso em dedicar-lhes um post a nostalgia apodera-se de mim e desisto. A verdade é que eles são grandes e são a melhor banda portuguesa (para mim).
É impossível avaliar qualquer disco, qualquer canção, ou fazer qualquer tipo de escolha. Tudo o que eles fizeram mereçe 20 valores. Deixaram-nos duas obras-primas:
Cão
O Monstro Precisa de Amigos
Não há muito mais a dizer. É música para ouvir, analisar, fruir, etc... Só resta agradecer aos Ornatos pela originalidade nunca antes ouvida em lado algum. Pessoalmente por terem existido nos dias certos. Obrigado.
No More Shall We Part - Nick Cave and The Bad Seeds
Hoje ouço este disco extraordinário...
Todas as canções são geniais. No entanto, existem 4 que, perante tamanha beleza, me deixam sem palavras. Merecem nota máxima! São elas:
1. And no more shall we part
Lord, stay by me
Don't go down
I will never be free
If I'm not free now
Lord, stay by me
Don't go down
I never was free
What are you talking about?
2. Fifteen Feet Of Pure White Snow
3. God Is In The House
4. Oh My Lord
Excelente o concerto do David Bowie, que passou ontem (9-11-03) na Rtp1.
O alinhamento foi o mesmo do último cd: Reality. E no final tocou duas canções do Heathen: "Cactus" e a "AFRAID" (fiquei maluco, porque gosto imenso desta última)
So you'll aim toward the sky
And you'll rise high today
Fly away
Far away
Far from pain
Grandaddy, in The Sophtware Slump
"You Didn't Try To Call Me", Frank Zappa (Freak Out, 1966)
Em 1966 já se faziam canções pop arrebatadoras. You Didn't Try To Call Me é uma delas. Canção absolutamente genial, pertence ao primeiro disco do Zappa: Freak Out, e é uma das melhores, senão a melhor faixa deste disco.

É a canção que escolho para ouvir à meia-noite...
Hoje assisti a um seminário de arte visual, dado pelo Mestre Silvestre Pestana.
Foi muito bom. Fez-me olhar de outra forma para uma pintura ou uma escultura. Vimos bastantes obras de arte e discutimos a mensagem transmitida por cada uma delas. Se pudesse colocava aqui algumas das pinturas que o Dr. Pestana nos mostrou. No entanto, notei que o senhor nutre grande admiração pelo pintor surrealista René Magritte e pelo célebre Andy Warhol, um dos iniciadores e expoentes da Pop Art.
Destaco a seguinte ideia, proferida pelo orador: "O mundo da arte diz como é a sociedade e não como esta deveria ser". A ideia é dele!...
Interessante foi o facto de termos analisado uma pintura fantástica do R. Magritte e que, por coincidência, vi-a hoje mesmo capa do livro: "O Inimigo sem Rosto. Fraude e Corrupção em Portugal" de Maria José Morgado.

A imagem não é bem esta. Mas a ideia é praticamente a mesma. Muda a paisagem. Agora pensem porque será que a magistrada Maria José Morgado escolheu esta imagem para a capa do seu livro...
On The Beach, Neil Young
Na meia-noite de hoje destaco as duas primeiras canções do On The Beach, do Neil Young, que foi reeditado este ano. Está longe de ser uma obra-prima. No entanto não posso deixar de anunciar as seguintes canções: "Walk On" e a balada "See The Sky About The Rain".
A Walk On é, sem dúvida, a melhor canção deste disco. Sempre que a ouço, não resisto em olhar para a letra (fechar a porta para ninguém ouvir) e cantar ao mesmo tempo que o Neil Young. Adoro esta canção. Ouçam e depois me dirão.
"...Ooh baby, that's hard to change
I can't tell them how to feel.
Some get stoned, some get strange,
But sooner or later it all gets real.
Walk on, walk on,
Walk on, walk on..."
A balada seguinte também é lindíssima. O resto do álbum é simpático mas claro que ele tem muito melhor.

Ouço demasiado Elliott Smith, tentando perceber como uma voz tão limpa foi capaz de tal proeza, desaparecer de maneira tão trágica!... Ingrato!
Tudo bem, o E. Smith transpirava nas suas letras crípticas um espírito atormentado e muitas vezes no limite da angústia... Mas era preciso chegar a tanto?! Quem os manda inundarem-se em drogas!?
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Só sei que não consigo parar de ouvir algumas canções: porque existe aquela voz suave e límpida que nada tem de tormento; porque existem aquelas melodias únicas e que chegam ao céu; porque existe sempre aquele som de guitarra que transmite ondas sonoras tão puras;
Dizia o Elliott que era mais robusto e resistente que as suas próprias canções. Ele desapareceu. As canções ficaram. Como muito bem observa o Y (Público).
...there's no escape for you except in someone else
although you've already disappeared within yourself...
...well i don't want you making mistakes
i wish you luck i really do
but the problem with the puzzle
whatever's left to you...