janeiro 29, 2004

Belle & Sebastian

Aqui há dias, ao rever um dos melhores programas de música de sempre: Later With Jools Holland, encontrei uma daquelas preciosidades únicas, que guardamos num lugar especial e que vemos, olhamos, admiramos, como se algo de religioso se tratasse!... Essa preciosidade é uma magnífica participação dos Belle & Sebastian. Tocam 3 canções, todas elas soberbas. Mas uma delas deixa-me completamente arrepiado e completamente empedernido a olhá-los: "The Magic of A Kind Word". Trata-se de uma música difícil de encontrar pois não se encontra em nenhum álbum nem single. Mas digo-vos: é Belle & Sebastian no seu estado puro - simples e do melhor. Se puderem ouçam-na.

Belle & Sebastian - The Magic Of A Kind Word

When I think of all the sorrow
It is hard to take abreath
People fighting one another
And I feel there's nothing left,
When I feel there's nothing left

Hey cut me loose,
Now I'm feeling fine,
yeah i'm feeling fine.

Shake worldly blues
Now I'm feeling fine,
yeah I'm feeling fine.

We're just like traffic in a big town
You better stop you better slow down.

And a man I know is sleeping
(now he's gone)
Took his love and spirit
All the magic of a kind word
(all of the )
You will always be a friend,
We take comfort in the...

Hey cut me loose,
Now I'm feeling fine,
Yeah i'm feeling fine.

Shake worldly blues
Now I'm feeling fine,
Yeah I'm feeling fine.

And there's enough to share, to go around,
You better stop you better slow down.

And you'll never see your brother.
(You've got work)
no idea, so seize the day.
(Work can wait)
If we're happier tomorrow
(Hope we'll try)
We'll be living for today, we'll be living for today.

Publicado por David em 10:40 PM | Comentários (6) | TrackBack

janeiro 26, 2004

Embora lave o medo
que há do fim
a chuva apaga o fogo
que há em mim
Ouço a voz de quem
me quer tão bem
E fico a ver se a chuva
a ouvirá também

Manel Cruz - Ornatos Violeta

Publicado por David em 09:56 PM | Comentários (4) | TrackBack

janeiro 22, 2004

No leitor à meia-noite...

Durante esta semana, fazem-me companhia, nas longas noites de algum trabalho, três canções:

1. The Desert Sessions 9 and 10 - Dead In Love

2. The Desert Sessions 9 and 10 - Crawl Home

3. The Desert Sessions 9 and 10 - In My Head...Or Something

Publicado por David em 10:48 PM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 20, 2004

Hail To The Thief

Radiohead - Hail To The Thief - 2003

Os Radiohead não precisam de muito para provar o que são – uma das melhores bandas de sempre - já provaram isso em verdadeiros discos - obras-primas inatingíveis. O HAIL TO THE THIEF é, como não podia deixar de o ser, um grande disco, não tão bom como o The Bends ou o Ok Computer, porque como eu disse, estes são discos verdadeiramente inultrapassáveis. No entanto, contém uma série de canções que são sublimes e que só os Radiohead poderiam fazer e por isso...

...ando viciado nas seguintes canções:

- "2+2=5"

Canção que abre o disco - uma verdadeira avalanche de guitarras, de raiva, de crítica, de qualidade musical e lírica. Está cá tudo. Acorda e desperta a nossa mente para o que nos rodeia. Ou pelo menos deveria fazê-lo. Das coisas mais inteligentes que eles fizeram. E ainda bem.

- "We Suck Young Blood"

Não consigo descrever o que sinto ao ouvir esta. É tão... É...

- "I Will"

Outra obra-prima! Guitarra e duas vozes. Chega para construir aquela que é uma das mais belas canções que eles fizeram, e uma das que me toca mais. É difícil não me emocionar quando a ouço. Curiosidade: se ouvirmos a "Meeting People Is Easy" (Amnesiac) ao contrário, encontramos a progressão harmónica da I Will. Interessante!...

- A Wolf At The Door

Gosto imenso de toda a canção, da harmonia, da melodia, do arranjo instrumental, da letra, enfim, uma canção simples mas que me dá um abraço bem quente.

Actualmente, estas 4 são as que ouço e gosto mais. Mas depois existem as outras que também aprecio muito!...

Publicado por David em 10:33 PM | Comentários (7) | TrackBack

janeiro 17, 2004

Ainda Zappa...

Já aqui demonstrei a minha paixão sobre aquela que se arrisca a ser uma das melhores obras-primas da música popular: o instrumental "Peaches En Regalia", do Frank Zappa.

No entanto, gostaria de partilhar que tenho no computador uma enorme preciosidade e que vale ouro: um vídeo mpeg que contém uma performenceao vivo da Peaches En Regalia, no show Saturday Night Live da tv NBC(12-11-76). E digo-vos: é arrepiante! Se a música é o que é em cd, ao vivo torna-se em algo mais que perfeito.

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O ABsurdo(.) faz um excelente trabalho bloguístico sobre o Frank Zappa. Para quem gosta, é favor perder algum tempo a ler as coisas que o aBsurdo(.) escreve.

Publicado por David em 01:34 PM | Comentários (1) | TrackBack

Outro disco...

Ouço atentamente outro disco do Frank Zappa:

Burnt Weeny Sandwich

Este disco do Zappa é bastante interessante. Admito que de difícil audição para algumas pessoas, devido ao seu carácter clássico, no entanto a arte do FZ está bem patente no Burnt Weeny Sandwich. Trata-se de um álbum onde se cruzam vários estilos: sonoridades clássicas contemporâneas, um pouco dissonantes às vezes, jazz, rock, doo-woop, etc…

- O disco começa e acaba com dois covers bastante hilariantes – “WPJL” e “Valarie” – de duas bandas doo-woop: "Four Deuces" e "Jackie and The Starlites".

- Em “Igor’s Boogie, Phase One” e “Igor’s Boogie, Phase Two” – dois pedaços de música com 30 segundos cada uma – nota-se a influência que a música clássica teve no F. Zappa. Dois pequenos instrumentais, aqui e ali um pouco dissonantes, um pouco à Stravinsky!

- “Overture To A Holiday In Berlin” e “Holiday in Berlin, Full-Blown” são dois instrumentais belíssimos, onde a melodia fica, desde logo, cravada nos ouvidos. Ambas têm sonoridades muito originais, conseguidas através de instrumentos de sopro em constante contraponto e um harpsichord, no caso da primeira. Na segunda, bastante jazzy no início, destaco os solos dos instrumentos de sopro e o fantástico solo de guitarra, mais para o fim – um dos mais bonitos solos do Zappa.

- “Theme From Burnt Weeny Sandwich” – alguns minutos de descontracção e improvisação na guitarra – e pequenas brincadeiras com os instrumentos de percussão!

Chegamos ao instrumental “AYBE SEA” – eu adoro esta música. É daquelas em que basta uma audição para ficarmos apaixonados. E é um instrumental bastante simples. Mas aquela melodia inicial, aquele ritmo bastante balançado, aquele wah-wah ondulante, a guitarra acústica que surge com pequenos apontamentos melódicos, junto com o piano bastante ornamentado. Aquele final lindíssimo, só com piano, afastando-se suavemente… Bem, é de uma simplicidade estonteante, o que me faz ficar apaixonado!... São 3 minutos de prazer bastante emocional!

“The Little House I Used To Live In” - a obra central deste disco. Uma suite de jazz e rock. São 15, 20 minutos musicalmente bastante energéticos, onde a originalidade transpira a cada minuto que passa. Grandes solos (todos eles geniais) de trompete, saxofone, guitarra, e um grande solo rock de violino! Etc, Etc, Etc … Sem dúvida - um disco soberbo e único.

Publicado por David em 01:03 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 13, 2004

Shut Up 'n Play Yer Guitar

Finalmente adquiri o cd triplo "Shut Up 'n Play Yer Guitar" do Frank Zappa.

Shut Up N' Play Yer Guitar

Confirmado: é uma hino à improvisação na guitarra eléctrica. É uma obra fundamental, sobretudo para quem gosta de guitarra, e não só... O triplo cd Shut Up N' Play Yer Guitar, é constituído pelos três discos que o Zappa gravou por volta dos anos 80: "Shut Up N' Play Yer Guitar", "Shut Up N' Play Yer Guitar Some More" e "The Return Of The Son Of Shut Up N' Play Yer Guitar". Podem ver aqui uma crítica ao disco.

Neste álbum, FZ explora ao máximo a sua guitarra Hand-made copy SG e a sua Les Paul with DiMarzio pick-ups. Os três cds são geniais e nem adianta dizer que esta ou aquela são melhores. Para quem gosta e toca guitarra eléctrica, é fundamental ouvir isto. Não basta ser virtuoso e tocar mil notas por segundo - mais do que isso é necessário possuir a beleza e a originalidade do Zappa, que são únicas e que ele bem demonstra nestes discos, provocando os nossos ouvidos com solos de guitarra que assustam os nossos tímpanos. Existem sonoridades que vão do jazz ao rock, passam pelo blues e chegam mesmo ao reggae e ao avant garde classical. Ah, o funk também está presente em certas passagens. No entanto estes discos marcam pelos assaltos do Zappa à guitarra e aos solos, criando cadências mágicas que nos fazem lembrar cascatas ensurdecedoras, e passagens melódicas bastante delicadas e belíssimas.

Importa ainda dizer que F. Zappa aplica neste álbum algumas das suas técnicas revolucionárias de gravação (nos anos 80) - os solos de guitarra foram gravados ao vivo, mas não parece, tal é a qualidade do som. Mas a verdade é que tudo foi gravado ao vivo. Utiliza ainda a técnica de gravação/composição a que ele chamou de Xenocrony - é uma técnica especial de sincronização entre a passagem de uma música para outra, ou então a colocação de frases melódicas e rítmicas de um instrumental noutra música. Muitos outros cds possuem esta técnica.

Concluindo: acabei de ouvir um iceberg de música e de guitarra.

Publicado por David em 09:15 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 10, 2004

O zapping descreve de uma forma sentida, bonita e inteligente, alguns pensamentos sobre os Ornatos Violeta.

Publicado por David em 06:38 PM | Comentários (0) | TrackBack

janeiro 07, 2004

I've been feeling down
I've been looking round the town
For somebody just like me
But the only ones I see
Are the dummies in the window
They spend their money on clothes
It saddens me to think
That the only ones I see are mannequins
Looking stupid, being used and being thin
And I don't know why I hang around with them

Belle & Sebastian

Publicado por David em 01:05 AM | Comentários (1) | TrackBack

janeiro 06, 2004

Sites

www.cancioneros.com

"Trova: palavra que, na Idade Média, designava a composição poética acompanhada de música. Cantigas, em suma. Pela pluma e pelos dedos dos cancioneiros, muitas trovas se criaram e são criadas ainda hoje. Nesta página, dá-se conta de uma recolha incrível de repertórios de autores e artistas do nosso tempo, devidamente apetrechados das respectivas letras. Bem mais tangível que o da ficção científica, este mundo da trova não fica atrás no que respeita ao fascínio que provoca e à paixão que faz brotar nos apreciadores do género. São gostos e versos e quadras..."

www.nmwa.org

"O National Museum of Women in the Arts reclama-se o único museu do mundo exclusivamente dedicado à contribuição do sexo feminino para as artes. Localizado em Washington D.C., a capital federal dos EUA, resultou inicialmente do esforço de um par durante mais de duas décadas. Numa altura em que os teóricos e historiadores da arte ainda discutiam a subrepresentação e atenção prestada aos trabalhos artísticos das mulheres, já se acumulava uma colecção considerável na mão dos Holladay. No início da década de 80 do século passado, surge assim a primeira exposição desse espólio e a criação desta instituição dedicada à dignificação e projecção das obras das mulheres no contexto das artes."

Pública

Publicado por David em 12:51 AM | Comentários (2) | TrackBack

janeiro 04, 2004

Elliot Smith

As causas da morte do músico Elliott Smith estão a ser colocadas em questão. Isso porque a versão de "suicídio" não foi confirmada pelo médico que realizou a autópsia, levantando mesmo a hipótese de homicídio...

O resto da notícia pode ser visto aqui.

Publicado por David em 11:27 AM | Comentários (2) | TrackBack

janeiro 02, 2004

Discos em audição...

Infelizmente o tempo é pouco... para ouvir aqueles discos que queríamos tanto conhecer, para ler os imensos artigos que ficaram por ler... etc.

Dois discos que estavam na prateleira à espera de serem escutados:

Kills - Keep On Your Mean Side - 2003

Pessoalmente, de 0 a 5, acho que este disco merece nota 4. Trata-se de um álbum com canções interessantes e outras menos interessantes. Peca por algumas canções serem demasiado repetitivas. No entanto não deixa de ser agradável e contagiante esta nova vaga de blues...


Um disco que me surpreendeu bastante: Fever to Tell dos Yeah, Yeah, Yeahs:

Yeah Yeah Yeahs - Fever To Tell - 2003

Pessoalmente, de 0 a 5, acho que este disco merece nota 4. Gosto imenso da voz da vocalista Karen O. Apesar do registo punk e alucinado em que canta, a voz dela não fere e até se torna bastante suave e sensual! Gosto do Nicolas Zinner a tocar guitarra: muito original a sonoridade que este rapaz produz na guitarra... E ao contrário do disco dos Kills, o Fever To Tell não tem canções repetitivas. Deu-me prazer ouvir este disco.

Publicado por David em 11:48 PM | Comentários (4) | TrackBack