O midnite vai de férias.
O M. está cansado de Coimbra e da habitual pasmaceira, principalmente em Agosto!
O M. está cansado da rotina e de outros problemas. São fases. Espero eu.
Preciso do mar.
Deste modo, até Setembro - mês de aniversário do midnite blogue. Mês em que iniciei este blogue para partilhar alguns prazeres e, possívelmente, mês em que terminarei este blogue.
Talvez o Agosto me faça bem.
Entre os vários discos que levo comigo vai este:
Neil Young - On The Beach - 1974
Boas férias para os que por aqui passam, caso as tenham. Fiquem bem.

Hoje esteve bastante calor. Mas houve alguém que me refrescou bastante: Devendra Banhart e o seu novo disco: Rejoicing In The Hands, que saiu em Abril deste ano. Sempre me fascinou a simplicidade na música, desde que haja alma e aquele toque especial que lhe confere qualidade. E estes tipos, que resolvem pegar numa guitarra e com simples canções tornam a música tão especial, são únicos. Devendra, com este disco e estas canções, tornou-se num desses tipos.
Quando ouvi este álbum, foi paixão à primeira audição. Admito que a voz dele seja estranha (muito estranha! – voz incrivelmente constipada e doentia, cheia de trémulos, sem qualquer tipo de cuidados, mas caramba, como eu gosto da voz dele!...).
Gosto bastante das melodias, dos pormenores da guitarra acústica, da forma interessante como ele se relaciona com cada canção, tanto ao nível da voz como ao nível da guitarra, e todos os pormenores extra musicais mas que cabem tão bem nas canções. Aprecio essa forma primitiva como estão gravadas as canções, dando-nos a sensação de que estamos a vê-lo gravar, ou que são só nossas e as estamos a cantar e tocar num belo sonho. E as letras meus amigos...
Bem, tanta coisa boa para descobrir em canções como: This is the way / Sight to Behold / Boby Breaks / Will Is My Friend / This Beard Is for Siobhán / Tit Smoking in the Temple of Artesan Mimicry / Rejoicing In The Hands / Todo los Dolores.
Todas canções fabulosas, de cortar a respiração ou então de nos dar respiração! Grande disco. Bela companhia para estes dias de calor.
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Na revista WIRE deste mês vem um excelente trabalho sobre ele.

Podem ver a execução da canção A Sight to Behold no programa Later With Jools Holand aqui:
Sophia - People Are Like Seasons - Fevereiro, 2004.
Gostava de partilhar uma canção e um álbum que tenho ouvido nos últimos dias. O álbum chama-se People Are Like Seasons , editado este ano e pertence ao projecto SOPHIA, liderado por Robin Proper-Sheppard.
Site 1: sophia-music
Site 2: sophiamusic
A canção chama-se DESERT SONG NO.2 - é daquelas canções arrebatadoras, que me seduzem para sempre. Ouço-a apaixonadamente a toda a hora!... Reparem na beleza da introdução, com as cordas e a guitarra acústica. Atentem na subtileza da voz e do piano, quando entram. Arrepiante este início. Sintam o adensar da canção quando entra a bateria… E quando tudo faz prever que a canção vai acabar, entre os 5:25 e os 6:25 minutos, sintam a explosão final. Deslumbrante e arrebatador.
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SOPHIA - Desert song no. 2
Do you need someone, do you need a friend
Or do you just need somebody that lets you pretend
Do you need someone, someone to hold
That lets the light shine through, but still protects you when you’re cold
Sometimes you’ve just got to let go, the world’s not a bad place
But still watch what you show, you’ve just got to let go
you’ve just got to let go
Let’s walk through the trees, avoid falling debris
My angel is looking over me, I’ll say it again
There’s no sin in loving yourself
And letting life begin again
Just let yourself go, just let yourself go, just let yourself go
Do you need someone, do you need a friend
Or do you just need somebody that lets you pretend
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Vidro Azul - sei que é abusivo da minha parte, mas adorava que pudesses passar esta canção no teu programa!
Excelente a compilação deste mês, da revista MOJO, feita pelos Red Hot Chili Peppers. Coloquei a minha pontuação à frente das canções! (Quando não tenho nada para fazer, divirto-me assim!...)

MOJO
15 tracks selected by the band RED HOT CHILI PEPPERS
1. GANG OF FOUR – Natural’s Not In It (4)
Excelente batida – minimal mas deliciosa, sobretudo devido aos riffs do baixo e da guitarra eléctrica.
2. CIRCLE JERKS – Group Sex (3)
Um minuto interessantíssimo de Punk declamado!
3. OHIO PLAYERS - Fopp (4)
Em certos momentos faz lembrar Frank Zappa e o Beck inspirou-se nesta canção certamente. Gostei imenso deste funk-rock.
4. SLY AND FAMILY STONE – Life (2)
Transmitiu-me muito pouco.
5. ADOLESCENTS – L.A. Girl (3)
Excelentes variações e muito bem tocado. O Skate-Punk-Rock de L.A. nos seus dias felizes!...
6. THE WEIRDOS – Life Of Crime (2)
Não gostei da voz e a canção é fraquíssima.
7. JAMES CHANCE – Contort Yourself (5)
Estranha e difícil. Mas tenho de admitir: que diálogo sublime, caótico e efusivo entre o baixo, o saxofone, as guitarras e a bateria. Excelente!
8. JAMES BROWN – There Was a Time (5)
Que funk-soul irresistível. Falamos de James Brown, claro…
9. BLONDE REDHEAD – Elephant Woman (4)
Que canção belíssima! Que voz suave e atraente! Que surpresa!
10. THE SLITS – Typical Girls (2)
Nada de excitante…
11. DESCENDENTS – Myage (2)
Não gostei da voz nem da canção.
12. THE WIPERS – D-7 (4)
Interessante canção indie grunge. O início é bom e inspira a um grande tema. Ao minuto 1:33 uma mudança de ritmo estraga o espírito criado até então. Percebo a intenção mas… No entanto, lá recuperam de novo com belíssimas sonoridades de guitarra.
13. HARMONIA – Dino (4)
Fantástico tendo em conta o ano em que foi feito (1973). Faz ver a qualquer música electrónica que ouvimos por aí hoje em dia…
14. FRANK ZAPPA – Son Of Mr. Green Genes (5)
É o maior. Obra-prima. Pertence ao melhor disco do Zappa – Hot Rats.
15. FUNKADELIC – Free Your Mind And Your Ass Will Follow (3)
Psicadélica demais para o meu gosto…